ANTEÇÃO: Disclaimer: Os textos do blog não é uma recomendação de investimento. Todas as informações divulgadas aqui são apenas minha visão pessoal.
Quem me acompanha sabe que passei os últimos 6 anos investindo de forma agressiva. Minha tese sempre foi simples: focar no que eu acreditava ter o melhor risco/retorno (BTC). E, para ser sincero, minha convicção pessoal sobre isso não mudou.
O problema é que o mundo ao redor não para. O cenário no trabalho tem sido caótico: política, taxas, concorrência desleal, conflitos. E no meio desse furacão, uma ficha caiu: eu não sou mais o único que depende das minhas decisões.
Quando você percebe que outras pessoas dependem de você, o "risco da ruína" deixa de ser uma estatística e se torna um medo real.
Por isso, decidi que era hora de diversificar. Mas como fazer isso sem abrir mão da minha convicção principal?
Meu plano é o seguinte:
A Posição Principal: A meta é manter pelo menos 1 BTC para o longuíssimo prazo.
Os Novos Aportes: Serão quase 100% destinados a uma nova "Carteira Fiduciária", focada em FIIs e no ETF FWRA.
O objetivo dessa carteira fiduciária é claro: gerar renda passiva para cobrir despesas básicas. Primeiro, o aluguel. Depois, um custo de vida mínimo.
Para gerar os R$ 3.000 mensais em dividendos de FIIs que eu busco, minhas simulações apontam para um patrimônio necessário entre R$ 240 mil e R$ 400 mil. E já estou ciente de que, mesmo após atingir a meta, precisarei reinvestir 30% desses dividendos para proteger o patrimônio da inflação.
É o melhor dos dois mundos: mantenho minha tese de longo prazo enquanto construo, em paralelo, uma fortaleza de segurança para quem eu amo.
O planejamento para esses R$ 3.000 em rendimentos seria:
R$ 2.100: Destinados à renda líquida (definida como a renda mínima).
R$ 900: Reinvestidos para manter o poder de compra e corrigir o patrimônio pela inflação na fase de aposentadoria antecipada.
Passei os últimos 6 anos investindo de 80% a 90% da minha renda. Foi um sacrifício do qual não me arrependo, pois me permitiu acelerar minha independência financeira.
Enquanto a maioria segue o caminho tradicional (reserva de emergência, depois renda fixa ou ações), minha estratégia foi focar desde o início no que eu julgava ser o ativo com melhor risco/retorno. Esse foi meu 'bilhete premiado' e superou a maioria das carteiras.
Agora, entro em uma nova fase. O objetivo é diversificar, mas sem vender esse ativo principal, pois acredito muito na tese a longo prazo. Estou pensando em aportar algo como:
80% para diversificação (FWRA e FIIs).
10% para um objetivo de curto prazo (trocar meu carro de R$ 15 mil, que inclusive foi meu primeiro carro).
10% Renda fixa. (Que posteriormente poderá ser usada para oportunidades)
É uma mudança de estratégia que reflete minha nova etapa de vida.
Nos últimos meses busquei aportar 10k mensalmente, segue carteira atual:
No total, tenho uma exposição atual de ~ 92,1% ao BTC. Pretendo vender um pouco para comprar uma porcentagem maior do ETF IBIT, e vou buscando também reduzir meu preço médio para aproveitar a isenção atual para venda até 35k/mês de Cripto.
Patrimônio em 1/10/2025:
Tomei ferro em CASH3 e estou tomando em MSTR, mas acredito que com a próxima injeção de liquidez em 2026 (provavelmente) teremos uma nova alta desses ativos, principalmente BTC.
Isso reforça a ideia de que ainda estamos muito no início da adoção do BTC, há muito mercado para ele engolir, é um ativo para longo prazo (10 anos+) .
Minha avaliação é que o BTC tem capacidade de valer mais de $ 10 milhões, com base nisso já tenho uma ótima exposição e o foco agora é diversificar, buscar ativos tradicionais, futuramente R$ 1 milhão ou R$ 5 milhões adicionais não vai fazer tanta diferença pra mim, mas viver com o risco de ruína é um preço caro a se pagar no longo prazo.
Bom, é isso, vou tentar postar mais vezes no ano.
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